Bem vindo à página do Teatro Viriato

Clique aqui para voltar à página principal

Principais opções do site

Imagem do espectáculo em destaque

nilsberg

Informação do espectáculo em destaque

NILS BERG CINEMASCOPE 

20 JULHO'24

Escolha de idioma

PT  |   EN    
PROGRAMAÇÃO
#
Foto © Alípio Padilha
PERFORMANCE
PERFORMANCE | 19 FEV 2022
MISSED-EN-ABÎME
Rogério Nuno Costa | FESTIVAL END
sáb 21h00 | 45 min. approx. | m/ 12 anos
local Palco
preço 5€ // descontos não aplicáveis

«Em 1917, Marcel Duchamp escreve 1917 num urinol virado ao contrário. Em 1919, desenha um bigode no mais importante retrato da história da arte, não o original (ele não é Banksy), nem sequer uma reprodução (a Pop ainda não havia sido inventada), antes um retrato que ele próprio pintou, assim copiando o original e, ao fazê-lo, quase repetindo Melville: I would prefer not to. Em 1921, Man Ray fotografa Duchamp enquanto Rrose Sélavy, fechando o ciclo, ou então abrindo caminho para o desaparecimento do artista por trás do retrato. Um século depois, ainda não sabemos relacionar-nos, histórica ou artisticamente, com a radicalidade de tais gestos, ora descredibilizando-os (ou procurando-lhes novas autorias), ora atribuindo-lhes uma qualquer intransponibilidade ou irresolução histórica. Duchamp terá passado décadas da sua vida a fazer nada, razão pela qual Enrique Vila-Matas lhe terá dedicado algumas notas no seu romance dos autores-do-não “Bartleby & Cia.”: Uma vez, o artista Naum Gabo pergunta a Duchamp porque havia ele parado de pintar. “Mais que voulez-vous?”, responde Duchamp, levantando os braços no ar. “Je n’ai plus d’idées!”. A partir deste impasse, e através da ritualização de um isolacionismo queer e sacrificial, atrevo-me a revisitar a negligência de Duchamp, não para lhe atribuir uma solução (parce qu’il n’y a pas de problème) —, antes aceitar o insucesso, o afastamento e o esquecimento, quiçá o desaparecimento, não como rituais de vitimização ou opressão auto-infligida, antes como gestos de resistência.»
ROGÉRIO NUNO COSTA [Escreve com antigo AO]

Criação, direção, edição e performance Rogério Nuno Costa · 
Produção Inês Carvalho e Lemos · 
Dispositivo cénico Luís Lázaro Matos · 
Desenho de luz & direção técnica Kristian Palmu · 
Arte sonora Niko Skorpio · 
Dramaturgia de movimento Pie Kär · 
Design gráfico Jani Nummela · 
Workshop e apoio dramatúrgico Colectivo FACA (Andreia Coutinho e Maribel Sobreira) 
Fotografia de cena Miguel Refresco · 
Coprodução Teatro Viriato e MUDAS. Museu de Arte Contemporânea da Madeira 
Apoios A Bela Associação (Almada), Ballet Contemporâneo do Norte (Sta. Maria da Feira), Estrutura (Porto), Teatro Feiticeiro do Norte (Funchal) · 
Projeto financiado pelo Governo de Portugal – Direção-Geral das Artes
Apoio à mobilidade TelepART, Instituto Iberoamericano da Finlândia


Copyright do site

© 2010 Teatro Viriato - Todos os direitos reservados.   |    SUBSCREVA NEWSLETTER   |   política de privacidade   |   mapa do site   |   contactos   |   perguntas frequentes   |   
menu

Símbolo de site acessível

|  

Site desenvolvido por Seara.com