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Teatro Viriato | História

História
O TEATRO VIRIATO DESDE A INAUGURAÇÃO EM 1883

Memória histórica detalhada
Inaugurado nos finais do século XIX com o nome de Theatro Boa União, encerra as portas, como Teatro Viriato, no ano de 1960. Depois de sucessivas tentativas de recuperação, o Teatro Viriato reabre ao público após 38 anos de inatividade.



Partindo de um projeto da Companhia Paulo Ribeiro, assumido e apoiado pela Câmara Municipal de Viseu e pelo Ministério da Cultura, a reanimação desta sala de espetáculos pretende oferecer ao público o acesso regular às artes do espetáculo, de reconhecido valor profissional, técnico e artístico, integrando Viseu nas rotas nacionais e internacionais de circulação de espetáculos diversificados.



O objetivo é devolver o Teatro à Cidade, permitindo à comunidade viseense descobrir novas linguagens artísticas num espaço acolhedor e moderno que não deixe de integrar elementos alusivos à sua memória.



Com a recuperação do Teatro Viriato, recupera-se a memória dos tempos áureos em que a Cidade de Viseu possuía cinco casas de espetáculos e cinema (Teatro da Rua Escura, Teatro Viriato, Teatro Paraíso, Avenida Teatro, Cine-Rossio).


1879 – INÍCIO DA CONSTRUÇÃO DO THEATRO BOA UNIÃO | 4 ANOS DE SACRIFÍCIOS E CANSEIRAS



Segundo alguns documentos, nesta altura existia em Viseu o Teatro da Rua Escura, com camarotes, varandas e plateia, mas em ponto pequeno, e que já dificilmente respondia às constantes solicitações do público viseense. A Sociedade Filarmónica Viseense Boa União, mais conhecida por Banda dos Melhundros, resolveu comprar um terreno por um conto e duzentos mil reis. O restante processo desenvolveu-se desde 1879, a muito custo e recorrendo ao apoio de alguns proprietários locais. Rapidamente os trabalhos tiveram de ser suspensos por falta de dinheiro. Então decidiram emitir ações no valor de 10 mil reis para estabelecerem um fundo que desse continuidade à obra. Mas revelava-se complicado superar as dificuldades financeiras, apesar de recorrerem também a empréstimos bancários. Com dificuldades, mas sem desistir conseguiram concluir a obra.



Aqui ficam os nomes destes incansáveis beneméritos: Manuel de Figueiredo, José Monteiro Nelas, Francisco Gonçalves da Silva Sampaio, António Rodrigues Correia, António de Albuquerque, José Carlos, José Marques, Francisco de Albuquerque, Manuel Joaquim, Diogo Lopes da Cunha, Mateus José de Sousa, Augusto de Vasconcelos, Joaquim Franco, Joaquim Lopes, Valentim Nunes, Francisco de Figueiredo Lacerda, António Bento, Francisco Duarte, António dos Santos, Manuel Campos.

DO THEATRO BOA UNIÃO (1883) AO TEATRO VIRIATO (1960)



13 de junho de 1883 - Dia de Santo António, é inaugurado o Theatro Boa União. A primeira casa de espetáculos de Viseu “erguida” por vinte elementos da Sociedade Filarmónica Viseense com o mesmo nome que deram ao espaço cultural.



O programa inaugural é inserido nas Festas da Cidade como ponto alto de toda a programação. Os espetáculos de estreia, da responsabilidade da Companhia de Teatro António Pedro, iniciam-se com a peça O Paralytico e, nos dias seguintes, sobem à cena O Negreiro, a comédia Roupa BrancaO Bebé, Amor e DinheiroO SaltimbancoO AgiotaEm Maus Lençóis, terminando a maratona teatral de inauguração sete dias depois com O Sargento Mor de Vilar.


Após as estreias sucessivas da Companhia de Teatro da cidade do Porto, é a vez da Companhia Italiana de Ópera Lírica, de Juan Molina, com a ópera A Favorita, de Donizetti. Seguiram-se Lúcia de Lamermoor do mesmo compositor, O TrovadorRigolettoHernani e A Traviata de VerdiO Barbeiro de Sevilha de Rossini, Sonâmbula de Bellini e, por fim, Fausto de Gounod.



Em seguida, de 19 a 26 de julho de 1883, apresentou-se a Companhia do Teatro da Trindade com a comédia O Capitão Carioca e O Gaiato de Lisboa. 


Verificou-se um interregno de alguns meses, provocado pelo abrandamento da regularidade de afluência do público aos espetáculos, que permaneciam na cidade durante vários dias, reabrindo o Teatro novamente no dia 1 de dezembro.



20 de dezembro 1883 - Estreia o funcionamento do sistema de entradas por assinatura, válidas para três récitas da Companhia do Teatro Ginásio.

6 de abril de 1884 (Páscoa) - Regressa Juan Molina, mas desta vez com a Companhia de Zarzuela, constituída por 14 artistas, além dos elementos da orquestra. Apresentaram 14 espetáculos diferentes. Praticaram-se bastante as entradas por assinaturas.



Junho de 1884 - Passado um ano da inauguração do Teatro Viriato, a Companhia do Príncipe Real do Porto apresenta algumas operetas durante as Festas de S. António (A Princesa das Canárias, Gillete de Narbone, Mdme Angot e Magdjyares, representações de quarta a domingo).



fevereiro de 1897 - Chega o animatógrafo que trouxe enchentes ao Teatro pelo gosto e admiração pelo invento. Mostraram-se filmes como Guerra Europeia, Quo Vadis, entre muitas outras fitas de amor ou comédia.



1898 - O Theatro Boa União passa a designar-se Teatro Viriato.



1904 - Por iniciativa de Bento Cardoso de Melo Girão são pintadas no teto do Teatro, pelo artista viseense Felisberto Nelas, as figuras de Gil Vicente, de Almeida Garrett, de Viriato e uma alegoria à Poesia Lírica. (A tela que diz respeito a Viriato foi recuperada e encontra-se atualmente no Canto do Teatro, o espaço de memórias do Teatro Viriato).



1912/13 - Nos programas do Teatro Viriato, saem de cena as grandes companhias nacionais e estrangeiras para dar lugar ao ecrã do animatógrafo. O cinema ocupa a maior parte dos programas do Teatro Viriato com grande projeção entre os viseenses:



Ao Teatro Viriato

Meninos, nunca em Viseu,

- E não o digo só eu,
Di-lo também a cidade

Houve fitas tão formosas

Tão belas, tão grandiosas,

De tão grande novidade!

E quem lá fôr uma vez,

Volta duas, volta trez,

Volta sempre e sempre a fio.

Do Luciano e Jesus:

Não fica um lugar vazio!

In Voz da Oficina, 26 de abril de 1912




A sala de espetáculos do Teatro Viriato torna-se a “sala de visitas” de Viseu no que diz respeito ao acolhimento de figuras públicas:

AMANHÃ – Sábado, 19 de abril de 1913



Duas deslumbrantes sessões PERMANENTES, com princípio às 7 e meia horas, onde entre um escolhido programa se destaca a excelente fita Entre o Dever Maternal e o Amor. Contando-se com a assistência do Sr. Ministro do Fomento.
In Voz da Oficina, 18 de abril de 1913




1914 - o Teatro Viriato passa a ser explorado por duas empresas. Uma promove os espetáculos de Cinema, a outra os teatrais. As restantes atividades cénicas, como o Circo, iam perdendo lugar.



17 de setembro 1921 - Inauguração do Avenida Teatro, na mesma rua que o Teatro Viriato e que, pela novidade, era um forte concorrente. Entre Giestas, da Companhia Amélia Rey-Colaço e Robles Monteiro foi o espetáculo inaugural. Era considerado um dos melhores teatros da época, com uma lotação de dois mil lugares e jardins anexos. Os espetáculos integrados nas Festas da Cidade de 1926 já se realizavam em exclusivo no Avenida Teatro. Apesar da programação de espetáculos de teatro, música e bailado, o cinema é que preenche grande parte dos seus cartazes.



1952 - O Cine-Rossio inicia a sua atividade, encerrando em 1985.



1960 - A abertura do Avenida Teatro, em 1912, com uma capacidade muito superior ao Teatro Viriato, e a concorrência forte do Cinema, leva ao cair do pano e o apagar das luzes. Setenta anos após a inauguração, o Teatro Viriato encerra as portas com a exibição do Coro Harmonia, grupo vocal feminino. No ano seguinte, em 1961, é o Avenida Teatro que, ironicamente, fecha as portas para sempre. Dez anos mais tarde (1971) é demolido.


A AÇÃO DA ÁREA URBANA (1985-1986)

“ (...) Velhos viseenses de gema falam-nos hoje [1985] da atividade cultural urbana como de uma memória longínqua em que se nos mistura, o ator Taborda nos serões da Rua escura; com a última Revista à portuguesa no extinto Avenida; ou a atuação da grande violoncelista Guilhermina Suggia no mesmo Teatro; com Eunice Muñoz ou Maria Barroso no Clube de Viseu; os cenários de Almada Negreiros (O Mar, de Torga) comprimidos, acanhado no Auditório da Casa Museu de Almeida Moreira.

Quantos anos cobrem estas memórias? Quem sabe hoje ao certo, se o Teatro Viriato era, de facto um Teatro ou se dedicava quase exclusivamente à divulgação cinematográfica?

Realmente a rarefação e o desaparecimento dos vários Teatros, o “monopólio”, de tantos anos, de um cinema de baixa extração, a redução da galeria do Turismo a uma montra de artesanato urbano (às vezes chamado arte), tudo isto contribui para o progressivo abandono da cidade à inatividade cultural. (...)”

Ricardo Pais, in Espaços Culturais na Cidade de Viseu, Cadernos Área Urbana, nº 2, julho, 1985


1985 - O Teatro Viriato, vinte e cinco anos após o seu encerramento, abre de novo as portas, numa tentativa de mostrar o que ainda resta da sala de espetáculos.

Numa produção da Área Urbana – Núcleo de Ação Cultural, com o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian, o apoio da Câmara Municipal de Viseu e do Governo Civil do Distrito de Viseu, sobe ao palco a peça Teatro de Enormidades Apenas Críveis à Luz Elétrica, com textos de Aqulino Ribeiro, encenada e interpretada por Ricardo Pais, Olga Roriz, Luís Madureira, António Emiliano, com cenário de António Lagarto e luz de Orlando Worm, inserida nas comemorações do Centenário de Aquilino Ribeiro (setembro). O Teatro Viriato revive, momentaneamente, a glória dos seus tempos áureos graças ao encenador Ricardo Pais. Está dado o primeiro passo das sucessivas propostas da Área Urbana – núcleo de ação cultural para a reabilitação da única sala de Teatro em Viseu.

25 de novembro de 1985 - Inicia-se o levantamento do Teatro Viriato por um grupo de finalistas da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP), tendo em vista o Seminário dedicado à elaboração de 9 Propostas de Recuperação e Reutilização.



17 de março de 1986 - O Teatro Viriato serve de palco a uma reunião de trabalho com os alunos finalistas e professores da FAUP, tendo como objetivo o estudo in loco dos projetos, já em fase adiantada.



No dia 11 de julho, é inaugurada a exposição Teatro Viriato – 9 Propostas, na Casa Museu de Almeida Moreira, e lançado o Caderno AU n.º3 como catálogo da exposição.



28 de agosto - A mesma exposição é inaugurada pelo Primeiro-ministro Cavaco Silva na Feira de S. Mateus, que refere o seguinte: “Espero que quando voltar a Viseu, o Teatro Viriato esteja reconstruído”. O projeto selecionado pela Autarquia é assinado por Sérgio Ramalho, tendo a  Câmara Municipal de Viseu encomendado à Faculdade de Arquitetura do Porto, onde se constituiu um Gabinete Viriato, sob a orientação do Arquiteto Professor Sérgio Fernandez, integrando três arquitetos e assessorias várias (Engenheiros, o Encenador Ricardo Pais, Luminotécnico, etc.).



O RENASCER DAS CINZAS (1986/1996)

Neste período, é de salientar, apesar de recorrentes dificuldades de gestão da obra, o intenso e contínuo esforço financeiro da Câmara Municipal de Viseu, que permitiu, em parceria com outras instituições financiadoras, a completa recuperação do Teatro Viriato.

Setembro de 1986 - A Câmara Municipal de Viseu aprova, por unanimidade, a aquisição do prédio onde funcionou o Teatro Viriato, uma proposta que merece a aprovação em Assembleia Municipal.



27 de outubro - É efetuado o pagamento do trespasse do Teatro Viriato aos inquilinos, no valor de 13 mil contos (±65 mil euros), subsidiado pela Secretaria de Estado da Cultura, que garante ainda uma comparticipação de 15 mil contos (±75 mil euros) para a compra do edifício.



24 de outubro de 1988 - Abertura do concurso limitado para a empreitada da 1.ª fase – Toscos.



13 de fevereiro de 1989 - Adjudicação da empreitada à empresa Construções Moderna, por 50.416 contos (±251 mil euros).



29 de janeiro de 1990 - Suspensão dos trabalhos da empreitada 1.ª fase – Toscos, por dificuldades técnicas apontadas pela empresa Construções Moderna.



1 de março de 1993 - Adjudicação da 2.ª fase da empreitada de Acabamentos à empresa Tevisil, pelo valor de 157.940 contos (±788 mil euros).



22 de agosto de 1993 - Ratificação do contrato de trespasse da 2.ª fase da empreitada, entre a Tevisil e a Construtora Abrantina.



24 de novembro de 1997 - Receção provisória da obra pela Câmara Municipal de Viseu.



1996 - A Companhia Paulo Ribeiro apresenta o projeto de Programação e Administração do Teatro Viriato.


DA RECONSTRUÇÃO À ANIMAÇÃO (DESDE 1998)



8 de maio de 1998 –
A Companhia Paulo Ribeiro, em representação de uma associação cultural para esse fim constituída – Centro de Artes do Espetáculo de Viseu, Associação Cultural e Pedagógica –, a Câmara Municipal de Viseu e o Ministério da Cultura assinam o protocolo para a criação do Centro Regional de Artes do Espetáculo das Beiras (CRAEB) a funcionar no Teatro Viriato, o segundo a nível nacional (o primeiro foi o CENDREV, Centro Dramático de Évora).

O Ministério da Cultura, através do Instituto Português das Artes do Espetáculo (IPAE), decide apoiar a instalação do CRAEB com um total de 70 mil contos (±350 mil euros), enquanto que a Câmara Municipal de Viseu atribuiu 30 mil contos (±150 mil euros), para além da cedência das instalações do Teatro Viriato.

Em 1999 o Ministério da Cultura contribuirá com uma verba anual de 72 mil contos (±360 mil euros - 60% do investimento total), cabendo à Câmara Municipal de Viseu o financiamento dos restantes 40%, equivalentes a 48 mil contos (±240 mil euros).

Na noite de 8 de maio de 1998 decorre a inauguração oficial do Teatro Viriato, pelo Ministro da Cultura, Prof Manuel Maria Carrilho e pelo Presidente da Câmara Municipal de Viseu, Dr. Fernando de Carvalho Ruas, com um concerto da Filarmonia das Beiras. Do programa fazem parte o Barbeiro de Sevilha, de Rossini, Amor Brujo, de Manuel de Falla e a Sinfonia em Lá Menor, Opus 92, de Beethoven.


ABERTURA AO PÚBLICO DO CENTRO REGIONAL DAS ARTES DO ESPETÁCULO DAS BEIRAS – 29 DE JANEIRO DE 1999

No dia 29 de janeiro de 1999 foi inaugurada a 1ª temporada da nova vida do Teatro Viriato, com a apresentação do espetáculo “Raízes Rurais, Paixões Urbanas” de Ricardo Pais, especialmente remontado para esta ocasião.

A abertura do Teatro Viriato, Centro Regional das Artes do Espetáculo das Beiras, é um momento que, gostosamente, queremos assinalar. Cumpre-se, deste modo, uma boa parte do desafio que nos propusemos ao longo dos últimos anos: devolver o Teatro Viriato aos Viseenses.

Queremos que este novo espaço cultural, em resultado de uma feliz parceria que se vem revelando eficaz e acalentamos com redobrada expectativa, se afirme, sempre, como um lugar onde todos possam fruir em permanência a arte e o espetáculo.

Este momento é, também, afirmativo do grande empenhamento do Município na área da cultura, ao proporcionar as condições que permitirão, estamos certos, continuar a colocar Viseu na rota dos grandes acontecimentos culturais e, naturalmente, no Novo Milénio.

Fernando de Carvalho Ruas

Presidente da Câmara Municipal de Viseu




Este dia 29 de janeiro de 1999 será uma data memorável. Finalmente, após um longo período de preparação, o Teatro Viriato renasce e dá origem a um projeto de grande visibilidade que contribuirá sem dúvida para a descentralização e democratização do acesso à cultura. Este espaço conseguiu cativar a vontade política e reunir consensos para dar origem a um projeto que se quer em constante evolução, norteado por uma perspetiva de futuro e não por pequenas pontualidades do presente. Muito já foi dito sobre a vocação deste espaço e a pertinência da sua existência. Resta-me pois saudar os responsáveis que tornaram possível esta ideia, nomeadamente Sua Excelência o Senhor Ministro da Cultura, Professor Manuel Maria Carrilho, o Exmo. Senhor presidente da Câmara Municipal de Viseu, Dr. Fernando de Carvalho Ruas, e ainda todos aqueles que na sombra e discretamente participaram no renascimento deste espaço. Aproveito ainda o belíssimo espetáculo do Ricardo Pais para fazer um brinde de longa vida ao Teatro Viriato.

Paulo Ribeiro

Diretor do Teatro Viriato


Iniciou-se assim o primeiro período de três anos previsto no protocolo com o MC e CMV, que veio a ser sujeito a uma adenda em janeiro de 2000 para formalizar uma atualização extraordinária do financiamento por parte daquelas entidades (84 mil contos / ±419 mil euros do MC e 56 mil contos / ±240 mil euros da CMV).

Em 2001 o financiamento teve nova atualização: 90 mil contos / ±449 mil euros do MC e 60 mil contos / ±300 mil euros da CMV.

Nos anos de 2002, 2003 e 2004 o protocolo foi sucessivamente renovado, por adendas anuais, mantendo-se o financiamento acordado em 2001.

Em 2004, o CAEV candidatou-se ao Programa Plurianual (2005/2008) de Apoio Sustentado às Artes do Espetáculo de Caráter Profissional, tendo obtido a classificação de “Muito Bom”, com a pontuação máxima, tanto dentro da área disciplinar a que concorreu, como em termos absolutos na Região Centro.

Em 2008, o CAEV / Teatro Viriato candidatou-se de novo no Concurso dos Apoios Diretos às Artes / Quadrienais 2009-2012 / Cruzamentos Disciplinares, tendo ficado classificado em segundo lugar a nível nacional.

O Teatro Viriato acolhe desde o primeiro momento, em residência permanente, a Companhia Paulo Ribeiro (CPR), com quem mantém uma Parceria Estratégica. A CPR, para além da sua atividade de criação e itinerância de espetáculos, tem também realizado um importante trabalho pedagógico na área da Dança neste espaço e, desde janeiro de 2004, também no Lugar Presente (instalações contíguas ao Teatro Viriato, em edifício recuperado e cedido pela CMV e Santa Casa da Misericórdia de Viseu).

Em 1999 o CAEV foi contemplado com o Prémio Almada (dança), instituído pelo IPAE, “pelo critério de programação capaz de congregar a comunidade a que se destina, alimentando-a do ponto de vista da produção e circulação de obras, bem como do ponto de vista do desenvolvimento da sua vertente pedagógica.”

Em setembro de 2003 Paulo Ribeiro, mentor e Diretor Geral e de Programação do Teatro Viriato, assume a direção artística do Ballet Gulbenkian, sendo substituído na direção do Teatro por Miguel Honrado.

Miguel Honrado dirigiu artisticamente o Teatro Viriato de setembro de 2003 a agosto de 2006.

Em setembro de 2006, Paulo Ribeiro regressa à Direção Geral e Programação do Teatro Viriato.

Em 2010 o CAEV foi reconhecido como Instituição de Utilidade Pública (Despacho nº 4213/2010, de 26 de fevereiro, publicado no Diário da República, 2ª série, nº 48, de 10 de março de 2010, por ocasião do Dia Mundial do Teatro)

Em Novembro de 2016, Paulo Ribeiro deixou o cargo de Diretor Geral e de Programação do Teatro Viriato, para abraçar um novo desafio na Companhia Nacional de Bailado.
 
Em Dezembro de 2016, Paula Garcia é nomeada pelo CAEV como a nova Diretora Geral e de Programação do Teatro Viriato. Paula Garcia foi Assistente de Direção desde 1998, tendo acumulado a responsabilidade de Coordenação de Produção em 2002. Desde 2006 que era Diretora Adjunta.



BIBLIOGRAFIA
CABRAL, Ana Rocha, Uma iniciativa possível: 100 anos na cidade de Viseu, Uma exposição Iconográfica, Cadernos Área Urbana, nº 4, junho 87;
COSTA, Alexandre Alves, O Teatro Viriato não é o Scala de Milão, Cadernos Área Urbana – Os Espaços Culturais, julho 1985;
MADEIRA, José Alves, O Teatro Viriato, Revista Viseu Municipalis, nº 1,Jan – Mar 89 e nºs 2 e 3 Abr-Out 89;
MARGARIDA, Catarina, O Teatro Viriato, Centenário da inauguração, Viseu Ilustrado, nº 3, 1883;
PAIS, Ricardo, Espaços Culturais na Cidade de Viseu, Cadernos Área Urbana – Os Espaços Culturais, julho 1985;
PAIS, Ricardo, comunicação apresentada no colóquio Viseu, Cidade Cultural, organizado pelo Cine Clube de Viseu, fevereiro, 1991;
PIMENTEL, Carlos e Perdigão, José, Quatro exemplos (óbvios)... Cadernos Área Urbana – Os Espaços Culturais, julho 1985;
RAMALHO, Sérgio, Recuperação e Reutilização do Teatro Viriato, Universidade do Porto, Faculdade de Arquitetura, fevereiro 87;
Teatro Viriato – 9 propostas, Cadernos Área Urbana, julho 86;
Aquisição do Teatro Viriato, Dois Anos de Realizações da CMV, 1986/7.

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