Conteudo

13, 14 jun 2014

AH, OS DIAS FELIZES

TEATRO

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Sob um sol inclemente, uma mulher enterrada até à cintura age como se tal condição fosse a coisa mais natural do mundo, respondendo à cruel estranheza da sua circunstância com um discurso falsamente bem-disposto e hábitos ritualizados. Winnie é o seu nome. Willie é o marido dorminhoco a quem a mulher dirige a sua tagarelice. 
Mais de cinquenta anos volvidos sobre a estreia de Ah, os dias felizes, Samuel Beckett continua a surpreender, intrigar e perturbar. A peça é recuperada por Nuno Carinhas que descobre na imobilidade cronometrada da obra e na aridez do texto uma metáfora de surpreendente fertilidade, capaz de dar conta da condição humana como do jogo da representação teatral ou de uma civilização devastada.
De Samuel BeckettTradução Alexandra Moreira da SilvaEncenação, cenografia e figurinos Nuno CarinhasDesenho de luz Nuno MeiraDesenho de som Francisco LealPreparação vocal e elocução João Henriques Interpretação Emília Silvestre e João CardosoProdução TNSJCoapresentação Fundação CCB
© João Tuna
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