Em 2007, o Teatro Viriato lançou o projeto editorial
Boa União uma revista sobre Artes e Cultura que conta com a participação de diversos intervenientes reconhecidos a nível nacional e internacional, que escrevem e refletem sobre o estado da Cultura, permitindo que as suas ideias sejam alvo de discussão e, consequentemente, produto de fomentação de uma opinião esclarecida. A
Boa União surge pela urgência de criar um espaço de reflexão e de crítica cultural, bem como nasce com o objetivo de dar autonomia ao interior no sentido de criação de novas dinâmicas. Desde o início da sua existência, que o Teatro Viriato defende a necessidade de ter projetos próprios e voz para os projetar. A
Boa União é assim fruto desta vontade dinamizadora.
Em 2011, o Teatro Viriato lança o terceiro volume desta revista. Depois de dois números dedicados aos temas
À la mode e
Cultura e Criatividade: Porquê e para quê?, o mais recente exemplar centra-se nas questões da
Sustentação Cultural. Tendo em conta o contexto atual do setor Cultural e as surpresas com que o quotidiano brinda esta área, valerá a pena refletir sobre o que sustenta ou deve sustentar o imaterial que é a Cultura? O terceiro número, que começou a ser redigido em 2009 e que agora ganha forma, reúne as opiniões de Jorge Barreto Xavier, Miguel Honrado, Isabel Alves Costa, Mark Deputter, João Fiadeiro, André e. Teodósio, Catarina Martins, Inês Barahona, Ana Coelho e Fernando Pera. Mas nem só de opinião se sustenta a reflexão sobre este tema. A
Boa União dá ainda a conhecer, através de reportagens, três exemplos que contribuem para o desenvolvimento cultural do interior do país: Companhia Paulo Ribeiro, que em 2010 assinalou os 15 anos de existência, Campo Benfeito e o seu Teatro Regional da Serra do Montemuro e a Associação Binaural/Nodar, em São Pedro do Sul.
Ainda em 2011, o Teatro Viriato lançou um quarto número da
Boa União, dedicado ao projeto
W-EST_WHERE criado pela Cie. Jasmina (França), Teatro Viriato (Portugal), HIPP (Croácia) e Trafó House (Hungria). Coordenado por Tiago Bartolomeu Costa, este volume reúne reflexões sobre as fronteiras, as geografias e a programação da dança, assim como sobre a circulação de objetos coreográficos. Mirna Zagar, diretora executiva do The Dance Centre, em Vancouver (Canadá) e produtora artística do Croatian Institute for Movement and Arts (Croácia); Romulus Neagu, coreógrafo e bailarino; Vera Mantero, coreógrafa e performer; Rui Horta, coreógrafo e diretor artístico do Espaço do Tempo, Montemor-o-Novo; Maria de Assis, coordenadora executiva do programa Gulbenkian Educação para a Cultura e consultora de programação do Teatro Viriato; André Dourado, consultor para projetos e políticas culturais são alguns dos colaboradores deste número,
à venda na bilheteira do Teatro Viriato.